Burnout Digital: como o excesso de estímulos está a afetar a tua marca e a tua saúde mental

Bornout digital, como pode atingir as pessoas e as marcas

O Burnout Digital já não é um tema novo. Nos últimos anos – sobretudo após a pandemia de Covid-19 – foram publicados inúmeros estudos, artigos e teses sobre o assunto. Mas hoje, o convite é para irmos um pouco além da explicação técnica. Vamos refletir sobre como este esgotamento digital afeta, direta e indiretamente, as marcas e o seu marketing.

Quando a tecnologia ultrapassa os limites

Nas últimas décadas, a tecnologia avançou de tal forma que já existe um dispositivo para tudo e mais alguma coisa. O robô que aspira a casa, a Alexa, o comando de voz que faz tudo:
“Alexa, liga a airfryer a 180º por 20 minutos.”
“Alexa, põe o aspirador a limpar a sala.”
“Alexa, liga a TV na Netflix.”
Só com isto, o ser humano já nem precisa levantar-se do sofá. Assustador, não é?

No pulso, um smartwatch que mostra as horas, a agenda, as mensagens, mede o oxigénio no sangue, os batimentos cardíacos, monitora o sono… médico ou secretária? Não. Apenas um relógio inteligente.

E, claro, nas mãos, o que mais parece o martelo do Thor: o telemóvel. Um dispositivo que, além de tudo o que já foi mencionado, ainda permite ligar à mãe para saber que remédio tomar, pesquisar no Google ou perguntar ao novo companheiro – o ChatGPT.

IA sendo o maior companheiro

O que aconteceu com o olho no olho?

Hoje, as compras fazem-se pelo telemóvel. O texto escreve-se com apoio de IA. As interações sociais estão, muitas vezes, limitadas a emojis e vídeos curtos. Tudo o que parecia penoso ou demorado foi “resolvido” pela tecnologia. Mas a que custo?

O resultado é que passamos mais tempo a olhar para ecrãs do que para as pessoas. E o cérebro, que precisa de pausas, contacto humano e variação de estímulos, começa a esgotar-se. Surge, assim, o Burnout Digital.

Vale a pena estar atent@ aos sinais. Os sintomas podem variar, mas há alguns que são comuns:

  • Irritabilidade e alterações de humor;
  • Cansaço constante, mesmo após dormir bem;
  • Dificuldade em desligar-se das redes sociais;
  • Queda de produtividade;
  • Isolamento social e conflitos nas relações;
  • Baixa autoestima;
  • Preocupação excessiva com validação digital.

Se te reconheces, respira. Há soluções.

Como cuidar de ti?

Algumas práticas simples fazem toda a diferença:

  • Define limites: horários claros para usar redes sociais e dispositivos.
  • Faz pausas regulares: levanta, alonga, respira.
  • Desliga-te antes de dormir: melhora o sono e a disposição.
  • Aprende a dizer “não”: não tens de responder sempre na hora.
  • Descobre hobbies offline: leitura, desporto, jardinagem.
  • Procura ajuda profissional: psicólogo ou psiquiatra, se necessário.

E as marcas? Como é que isto as afeta?

Durante anos, as empresas correram para se digitalizar. Estar online, adaptar produtos, repensar a comunicação, estudar o comportamento do consumidor… tudo era urgente.

Mas agora, num momento de saturação digital, o maior diferencial é saber parar. Recuar. Voltar ao básico.

Tendências que revelam uma mudança

As marcas já estão a adaptar-se. A própria Fini lançou uma embalagem interativa para colorir – transformando o momento de comer gomas numa experiência offline.

Para onde vamos, então?

Se queres que a tua marca se destaque num mundo saturado de estímulos, pára e reflete:

  • Que experiência o meu produto ou serviço proporciona?
  • Que sensações sensoriais a minha marca estimula?
  • Que tipo de pausa ou estímulo real ofereço ao meu público?
  • Tenho uma comunidade forte e participativa?

Em resumo: já não basta estar no digital. É preciso saber quando e como sair dele. E, ainda mais importante, oferecer aos teus clientes esse mesmo espaço de desconexão com propósito.

 

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